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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Com 2 Comentarios


Num primeiro momento ela era só um "fiozinho" desencapado, mas o choque ao tocá-la - foi o suficiente para explodir o coração dele que estava imerso em poças de paixão.

Adriano Alves

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2 comentários :

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  2. “Num primeiro momento ela era só um "fiozinho" desencapado, mas o choque ao tocá-la - foi o suficiente para explodir o coração dele que estava imerso em poças de paixão.”
    Não é fácil discernir o início das “coisas”. De certa forma, os “inícios” cegam. Eles são patológicos, ou seja, privam-nos do lógico raciocinar. Nesse viés, os “inícios” de namoros, casamentos, projetos, estudos, vida e etc., têm, no seu cerne, um tipo de cegueira. Em outras palavras, quase todo “início” é cheio de “verdades” e certezas que cegam.
    Todavia, em raras ocasiões, há “inícios” que são eternos e verdadeiros. Começos que superam a cegueira dos “inícios” empolgados.
    Quem leu o capítulo vinte e um (21) do livro “o pequeno príncipe”, viu que uma simples raposa, tornou-se um objeto de amor eterno, para o principezinho.
    A narrativa, do livro, tem muita relação com a do poema. Oro, no primeiro contato era só uma raposa, mas logo era única é especial.
    “Ela” era só um fiozinho, porém, mudaria a trajetória da personagem do poema.
    Qual grande problema com esse “fiozinho”?
    Ele está desempado, fio não deve está nessas condições, é discrepante. Contudo, caso o ideia com a palavra “desencapado” seja exposto, revelado, sem ocultamentos, sem capas; tudo ganha outro sentido, uma vez que dá a ideia de que somente sem capas, pode-se eletrizar alguém que nos toca, oxalá, seja essa a ideia.
    Oro ninguém em sã consciência tocará em fios desencapados. Todos temem choques elétricos. Haja vista que se tem ciência da gravidade que eles promovem ao corpo por quem passam. Em alguns casos produzem morte.
    E se o choque, no poema, for, na verdade, um “bum” na percepção?
    Ou seja, antes “ela” era só uma pessoa, mas depois do choque mais profundo “ela”, torna-se A PESSOA.
    Antes “ela” era só sexo, porém, depois do choque, tem-se amor no ato sexual com “ela”.
    Antes “ela” era somente amiga de encontros casuais, mas, pela a eletricidade que emite, é causa do encontro.
    Antes “ela” era um é fio visto com receio, mas agora é a eletricidade que corre o corpo daquele que a tocou. E, depois, de um toque tão eletrizante, tudo muda, nada fica como antes, o coração fica alterado, explodido.
    Entretanto, qual sentido quer-se dá ao verbo “explodir”?
    Será o sentido de aniquilamento?
    Destruição?
    Quem sabe seja, na verdade, um sentido de expansão, i.e, o eletricidade dela, alargou os horizontes, mudou metas, refez valores, alinhavou novos modelos, produziu desejo de mudança.
    Toda paixão é uma ilusão, uma doença, uma desfiguração da vida real. Somente um grande choque, às vezes nem isso, para, quem sabe, alterar um coração apaixonado.
    Sim, é com uma grande explosão que se cura um coração adoecido pelo pathos enraíza do cerne do coração.
    De certa forma o poema refleti isto quando diz que as paixões em “ele” estava mergulhado, possivelmente, serão abandonadas.
    O poema não deixa isto muito claro, mas talvez seja uma provocação para quem ler.
    Quem sabe seja um convite para tocar em fios (conhecer as características eletrizantes daqueles com quem nos relacionamos) e sentir o quanto elas são catárticas e com possibilidades grandiosas de alterar nosso ser e modificar nossa vivência, além disso, tirar-nos de poços de meras paixões efêmeras.

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