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sábado, 25 de abril de 2015

Esperança

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Outrora Jerusalém havia caído sob o poder da Babilônia. Jeremias viu com seus próprios olhos os horrores do cerco, a matança indiscriminada, e o seu povo sendo levado escravo para o exílio. As lágrimas do profeta se misturavam com as memórias dos tempos prósperos de Sião. Naquele momento as retinas do profeta só enxergavam cinzas e escombros, afinal, seu povo antes feliz e bem sucedido, agora penava a vergonha da derrota e da escravidão. Diante deste cenário - ele exclamou: “Lembro-me bem disso tudo, e a minha alma desfalece dentro de mim. Todavia, lembro-me também do que pode dar-me esperança. (Lamentações 3:20-21)”.
Mesmo diante daquele caos existencial ele encontrou razões para ter esperança! Isso nos deixa um legado: A esperança, por vezes, permanece sendo a morada que resta aos desolados que não mais habitam a casa que lhe servia pão, água, amor. Por isso, Viktor Frankl diz que o ser humano pode viver 40 dias sem comida. Três dias sem água. Oito minutos sem ar. Mas não pode viver nenhum segundo sem esperança.

Adriano Alves

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