Onde a poesia tem cheiro de café...

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Idas

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Diariamente  eu passo no passamento dela,
De súbito, a noite  chegou e trouxe com ela a dor noturna que assombra o sono.
Oceano!
Carro!
Rodovias!
O coração acelerado ultrapassa os carros ao redor.
Ela se foi e levou meus itinerários diários.
Escrevo poemas em diários para encontrar o rosto dela na poesia que dói minhas palavras.
Nos cantos das páginas escritas na dor que a morte dela me causa.
Ela se fez ida e eu me faço busca, 
Busco o rosto dela nos cantos que ela cantava para mim.

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João Batista de Freitas escreveu este texto quando eu narrei para ele toda a trajetória que tive ao saber do falecimento da minha estimada mãe: "Oceano! Carro! Rodovias! O coração acelerado ultrapassa os carros ao redor".
Estava na praia quando eu soube!

A partir disso:

"Ela se fez ida e eu me faço busca..."

Obrigado amigo por descrever o meu silêncio.
Obrigado amigo pela grandeza e hombridade. Você bem sabia que eu não iria conseguir escrever nada, afinal, minhas mãos estavam cheias de terra. 


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