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terça-feira, 23 de junho de 2015

Com 1 Comentario

O barqueiro não soube re(a)mar. 
E assim... 
Afundou-se!


Adriano Alves.

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Um comentário :

  1. “O barqueiro não soube re (a)mar.”
    Na mitologia grega, Caronte é barqueiro que leva as almas para o mundo dos mortos. Ele rema e ‘RE-REMA’ o rio Aqueronte. Ele sabe remar, mas sempre o mesmo percurso. Não é capaz de transcender para além do rio que é cheio de sonhos, desejos e deveres que não foram realizados pelas almas em vida.
    Talvez seja a verdade do poema. Aliás, Caronte nunca deixa o barco para mergulhar o rio dos sonhos, desejos e deveres dos outros, ele só transporta as almas além-rio. Rema e ‘re-rema’ sem saber ‘re-(a)mar’. Não sabe remar, não sabe amar e conhece o mar (rio no caso de Caronte) que singra.
    Para não viver a síndrome de Caronte, é precisa (re) significar as remadas cotidianas. Pensando em amar, pode-se dizer, de forma atrevida, que é fácil. Difícil é ‘re-(a)mar’ no diário da vida. ‘Re-(a)mar’ a mesma pessoa a cada dia. ‘Re-amar’ boas músicas todos os dias. ‘re-(a)mar’ a vida a cada amanhecer. ‘re-(a)mar’ a vida que vive feliz por estar viva. Sim ‘re-(a)mar’ é a tarefa que mais importante no rio da vida.

    “E assim...” pode-se dizer que vida foi feita de remar o mar do ‘re-(a)mar’ diário. E nunca se dirá dela: “Afundou-se!”.

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