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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Onde está você agora?

Com 2 Comentarios
A voz que encantava minha melodia, hoje é estranha a minha canção diária.
Não a reconheço na boca desse rosto sem os gestos que costumava ter.
Que estranho ter como estranho aquilo que era tão familiar. 

João Batista. 

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2 comentários :

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  2. Cada ser humano tem um timbre único na voz. Isso significa que cada um tem uma voz única em todo mundo. Não há vozes iguais no planeta. Talvez o poema fale desta voz única, ou seja, deseja-se a voz de timbre único. Podem existir vozes parecidas, mas não são suficientes para colocar melodia no canto de quem deseja a voz de timbre familiar. Poderá haver relacionamento sem vozes em harmonia?
    A canção diária é a própria vida que acontece cotidianamente. É nela, na vida, que a voz ficou estranha, desafinou, perdeu a harmonia da melodia que fazia a vida cantarolar as cantigas antigas de quem andava no mesmo compasso. Música é comunhão de sons distintos que formam uma melodia singular.
    Por vezes, mudar o tom da música estraga a beleza dela. Por isso o texto diz: “Não a reconheço na boca desse rosto sem os gestos que costumava ter.” Sem compatibilidade de notas, toda música é um horror. É por isso que a voz já não encanta, ou seja, não introduz o canto dentro de quem ouve a voz sem canto.
    ‘acuda’, onde está você agora?
    Estranho mesmo é “ter como estranho aquilo que era tão familiar.”

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