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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Linha-Verde (parte 2)

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{...}. Às vezes estamos no alto do Ipiranga, no alto da saúde, no alto da beleza, no alto do otimismo, no alto da vida profissional, etc.
Mas, a vida passa, também, por momentos de imigração. Sim, às vezes temos que deixar lugares e caminhar em direção a outros. 
Não é possível viver dentro de chácaras sem o risco de perder a vida. Precisamos de “Anas”, que para nós são como rosas valiosas, para viver bem. “Anas”, “Marias”, “pedros”, amigos, pessoas, sim, precisamos de relacionamentos para que a nossa vida corra bem. Assim poderemos experimentar um pouco do paraíso ao sabor de brigadeiro no vão do Masp.
No vai-e-vem deste trem, o entusiasmo, por vezes, falta, mas haverá sempre consolação, esperança, saída, movimento. 
Do alto da consolação, podemos avistar a Ana, nossa rosa, com sabor de brigadeiro e desta altura migrar em direção a ela e, depois, quem sabe, alugar uma chácara e mergulhar de vez no paraíso.

Que vontade de cantar:

“Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero

Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir

São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também de despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida”

João Batista

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