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domingo, 27 de dezembro de 2015

(Não) Basta!

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Não se sabe de onde veio, mas trouxe um nome que lembrava a vida que morreu no tempo em o nome era gente. As lembranças são emissárias de um mundo abandonado por mundos distantes. Suspiro,mistério, verdade, ausência, repentino... Existem distâncias que são longe demais para se alcançar. O horror do silêncio que roubou todas as palavras atravessadas na garganta da vida. Agora o bicho papão levou a criança para longe e ela se apaixonou por tal lugar que de tão distante a visão não alcança. A pedra desce ladeira abaixo e os olhos contemplam o trabalho reduzido a nada. Recomeçar? Qual sentido de dar-se tudo por nada? Tais Palavras não são para serem gritadas nas ruas, mas sussurradas ao ouvido. Não como segredo, mas por intimidade, ela só é possível na presença de quem é total em estar em casa. O azul pintado esta manhã, acorda a memória de a cada ano - tudo fica longe do futuro antigo. Se eu pudesse pintar o céu, as cores lembrariam a voz que a boca sabia dizer timidamente sob o azul que se espalha. Não basta amar, não basta refutar, não basta querer, não basta, não basta... O céu, o sol, a terra e a vida continuarão assim. Eu, porém, mudo com a palavra que a tem nas entrelinhas.

João Batista.

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