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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Tempo

Com 1 Comentario


Preciso fazer as pazes com o tempo, afinal, inúmeras vezes tentei matá-lo. 

Desapontado ele  se foi.
De lá pra cá estou sem tempo faz tempo! 

Adriano Alves.

+1

Um comentário :

  1. Acredita-se que há uns 14 bilhões de anos, no início do tempo, todo o espaço e toda a matéria dele estavam fundidas numa única força. Não se sabe a razão, mas houve uma grande expansão deste ponto único, o que deu origem a tudo que há hoje, inclusive o tempo. Nós vimemos a nossa vida, mas não entendemos quase nada sobre o mundo nem sobre a própria vida. O tempo é um elemento que não entendemos de maneira alguma. O que podemos apreender deste poema é que o tempo é um acontecimento não somente cronológico. Somos cativos do tempo que o relógio marca, mas o tempo do qual o poema fala vai além do Cronos faminto. É um tempo que não cabe no tempo cronológico. Este tempo é precioso, porém difícil de notar. Ele acontece ao mesmo tempo em que o tempo (Cronos) nos mata passando por cima de nós com muita pressa e nos devora. É lindo quando texto canta: “Preciso fazer as pazes com o tempo, afinal, inúmeras vezes tentei matá-lo.”, ora, “quem mata o tempo não é assassino, é suicida”. Donald Miller diz que a grande vontade do Diabo (entenda por Diabo tudo o que leva a perder o tempo da vida viva) é fazer as pessoas perderem tempo, uma vez que tempo perdido não tem volta. É hora de arrumar tempo para o tempo para que não fiquemos sem tempo de amar, de namorar, de beijar, de estudar, de viver, de permanecer, de findar ...
    É hora de cantar:
    Batidas na porta da frente é o tempo
    Eu bebo um pouquinho pra ter argumento
    Mas fico sem jeito, calado, ele ri
    Ele zomba do quanto eu chorei
    Porque sabe passar e eu não sei
    Um dia azul de verão, sinto o vento
    Há folhas no meu coração é o tempo
    Recordo um amor que perdi, ele ri
    Diz que somos iguais, se eu notei
    Pois não sabe ficar e eu também não sei
    E gira em volta de mim, sussurra que apaga os caminhos
    Que amores terminam no escuro sozinhos
    Respondo que ele aprisiona, eu liberto
    Que ele adormece as paixões, eu desperto
    E o tempo se rói com inveja de mim
    Me vigia querendo aprender
    Como eu morro de amor pra tentar reviver
    No fundo é uma eterna criança
    que não soube amadurecer
    Eu posso, ele não vai poder me esquecer
    No fundo é uma eterna criança
    que não soube amadurecer
    Eu posso, ele não vai poder me esquecer

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