Onde a poesia tem cheiro de café...

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Não teve jeito.

Com 2 Comentarios
Fechei a porta,
Escondi-me debaixo da cama,
Mas a saudade entrou pela janela e me puxou pelos pés.
Agora estou na sala sequestrado por ela que me aponta você.

Adriano Alves.

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2 comentários :

  1. Quantas portas nós fechamos no curso da nossa vida? Sim, temos que fechar algumas portas e abrir outras, mas será que o fazemos corretamente. Quantas vezes fechamos a porta errada ou abrimos aquela que deveria ficar fechada? O poema diz que alguém fechou a porta para a saudade não entrar, porém a saudade NÃO TEM JEITO, ela entra por qualquer lugar ou janela. Por não ter jeito, ela não é decifrada, mas sentida e, muitas vezes, sufocante. A Saudade não tem jeito, isso quer dizer que ela não tem aparência, porém muda a nossa aparência e nos faz transparência. Sim, ela não chega carinhosa, pula a janela e puxa pelos pés e envolve todo o nosso ser com tal intensidade que faz com que nos sintamos “um sequestrado”. Um cativo que não tem para onde nem como fugir. A saudade não pede resgate, ela sequestra pelo prazer de ser sentida por quem ela roubou de alguém. Ainda que se esconda dela, ela sabe procurar. Brincar de esconde-esconde com a saudade é difícil, uma vez que, ela nunca conta até cem. Esconder-se parece ser a melhor qualidade sem virtude do ser humano, todavia para e da saudade não há esconderijo, aliás, ela é onipresente.
    Porém, a saudade sempre aponta para um tempo em que a vida era viva e isso é lindo. O poema expressa toda a falta de educação que a saudade tem, mas diz que ela aponta para alguém. Mesmo que haja a saudades das coisas ou momentos, a saudade mais deliciosa é aquela que se sente das pessoas. O pronome “você” fala de uma pessoa que a saudade aponta e isso é maravilhoso, ou seja, ter saudade de alguém é reconhecer que ele é de suma importância.
    Que vontade de cantar:
    “Não sei porque você se foi
    Quantas saudades eu senti
    E de tristezas vou viver
    E aquele adeus não pude dar...
    Você marcou em minha vida
    Viveu, morreu
    Na minha história
    Chego a ter medo do futuro
    E da solidão
    Que em minha porta bate...
    E eu!
    Gostava tanto de você
    Gostava tanto de você...
    Eu corro, fujo desta sombra
    Em sonho vejo este passado
    E na parede do meu quarto
    Ainda está o seu retrato
    Não quero ver pra não lembrar
    Pensei até em me mudar
    Lugar qualquer que não exista
    O pensamento em você...
    E eu!
    Gostava tanto de você
    Gostava tanto de você...

    Não sei porque você se foi
    Quantas saudades eu senti
    E de tristezas vou viver
    E aquele adeus não pude dar...
    Você marcou em minha vida
    Viveu, morreu
    Na minha história
    Chego a ter medo do futuro
    E da solidão
    Que em minha porta bate...
    E eu!
    Gostava tanto de você
    Gostava tanto de você...
    Eu corro, fujo desta sombra
    Em sonho vejo este passado
    E na parede do meu quarto
    Ainda está o seu retrato
    Não quero ver pra não lembrar”

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  2. Por todos os cômodos da casa tem cheiro de saudade, não só sua mas também da vida que levava estando ao teu lado, olho para o vazio tento recomeçar e seguir a diante, mas não consigo, me sinto preso as correntes que ligam a minha saudade a tua.

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