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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

NostalgicaMENTE

Com 2 Comentarios
O sorriso da foto, na estante, é um momento onde ela vive na sombra de antigamente. Olho a casa limpa, mas vejo tanta sujeira nos cantos da vida. Lá fora as vozes da infância dizem palavras de adultos. infantilizados, palavrões. A música canta "somebody save me" e Nina Simone na sala da minha vida abafa, com a voz divina que a humanidade dela tem.
Olho a foto e devolvo um sorriso que volta até o tempo em que o sorriso era música que trazia ideias do futuro. O sorriso, a sala, a vida, a limpeza, a sujeira, Nina Simone, audição e música...
Eita vida boa de se lembrar!


João Batista

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2 comentários :

  1. A música citada expressa: "somebody save me".
    Tradução:
    Alguém me salve
    Deixe suas mãos quentes abrirem bem o caminho
    Alguém me salve
    Não me importa como você faz
    Apenas fique, fique
    Fiz esse mundo todo brilhar pra você
    Apenas fique, fique
    Vamos
    Ainda estou esperando por você.

    Eita poeta maluco, ele vive construindo moradas para receber seus "amores". E na entrada ele deixou um verso: "Ainda estou esperando por você". Adentre!
    Enquanto ela(e) não entra, ele vive nostalgicaMENTE!

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  2. O comentário e o texto, ambos, trazem perguntas que cada um deve responder de forma diversa. Ou seja, pode-se responder para quem pergunta ou para si mesmo, em um solilóquio reflexivo. As perguntas podem ser de todos os tipos, mas elenco umas poucas:
    Quanta verdade ou mentira um sorriso carrega?
    Quanta lembrança cabe em uma foto?
    A vida e o mundo precisam de encanto para ter razão?
    Crescer é usar termos de adultos ou a coisa é mais séria?
    Porque existe a música e qual a necessidade dela na vida do ser humano?
    O que é digno de ser lembrado em qualquer hora e lugar?
    Podem-se ouvir muitas respostas para tais perguntas e eu já dei as minhas a mim mesmo, mas ainda sou menino que pouco aprendeu sobre o que é ser homem. Ser homem não no sentido de ser do sexo masculino, mas no sentido de ser parte daquilo que me faz ser quem sou.
    Talvez assim, poderei (e quem deseja fazer igual) construir moradas, como diz o comentário do meu amigo Adriano, para receber os meus amores. Sim, quando meus amores chegarem à porta da minha vida, estará escrito no sorriso que meu rosto grita dos olhos que se alegram ao contempla-los: “VOCÊ É SEMPRE BEM VINDO”, e ainda que tudo fique meio confuso, “AINDA ESTOU ESPERANDO POR VOCÊ”. Esperar é a sina de quem nunca deixou de amar. É por isso que esperamos encontrar, na eternidade, aqueles que morreram, mas que nunca deixaram ser amados por nós.
    Eita gente boa de se lembrar!

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