Onde a poesia tem cheiro de café...

sábado, 20 de fevereiro de 2016

O Poeta e o Louco

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- Ela me visitava todas as tardes e aquecia o frio que habitava o meu ser. Eu a chamava de E(r)va. Eu a tomava de gole em gole e depois adormecia com gosto de E(r)va-doce na boca, ela acalmava e adocicava  minha alma agitada e amarga, disse o poeta.
O louco ouviu toda história e sem dizer sequer uma palavra se retirou. A partir daquele dia ele não queria mais café, nem almoço, nem janta. Tudo que o louco pedia era:
- Eu quero chá... Eu quero chá... Eu quero chá...
E me traga Eva... E(r)va-doce.


Adriano Alves. 

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