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quarta-feira, 27 de julho de 2016

Até que a indiferença nos separe.

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Um comentário :

  1. A indiferença pode ser entendida de duas maneiras: a primeira é quando ela representa o estado de tranquilidade daquele que não se envolve com as situações; desprendimento. A segunda é quando existe a falta de interesse, de atenção, de cuidado, de consideração; descaso; desdém. No primeiro caso, ela pode ser um pouco mais positiva do que no segundo, porém não perde a essência que lhe própria. A neutralidade é a marca mais luminosa dela. Os adjetivos de uma pessoa indiferente são desprovidos de virtudes.
    No segundo caso, ela assume a forma mais vil e fingida. Ela fica alheia aos seres humanos que a cercam. A presença ou não das pessoas não importa, dá no mesmo.
    É possível comparar o indiferente a aquele que assisti pornografia, ele o faz, todavia não quer ser pego no flagra. De certa maneira o indiferente quer ser um escondido, mesmo que as ações o flagrem.
    Se alguém não significa nada para nós, pouco nos importa os gestos dele (a), as palavras ou os silêncios, a indiferença mata as pessoas dentro de nós. O indiferente é capaz de agir até com aqueles que ele ama com desdém. O amor do indiferente é um simulacro.
    Como podemos definir um indiferente? Eu sempre o defino como alguém igual a mim. Eu sou indiferente a muita gente. Pessoas que não representam nada para mim. Sou indiferente, por muitas vezes, as dores ou as alegrias de pessoas que estimo. Na minha indiferença, eu não sou ri(s) o nem (a) mar. Sou um ser de coração invertido e pendurado em um varal distante. Carrego toda a indiferença do mundo no meu mundo que gira indiferente aos mundos que orbitam minha massa de atração gravitacional.

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